Retrato de Maty Cissé: líder, empresária e futura engenheira solar

 

Conheça Maty Cissé! Ela nasceu em Keur Daouda Cissé, no Senegal, a 16 de outubro de 1963. Maty conheceu a Tostan em 1991 — o ano da nossa fundação. Embora o chefe da sua própria aldeia tenha rejeitado o programa, Maty começou a frequentar as aulas do Programa de Empoderamento Comunitário (CEP) numa comunidade vizinha. Inspirada pelos novos conhecimentos e pelo espírito aberto do programa, Maty participou em atividades de sensibilização com outros participantes da Tostan. Por fim, ajudou a convencer a sua própria comunidade a acolher a Tostan e o CEP.

Nos últimos 25 anos, Maty alcançou muitos sucessos. Por exemplo, apesar de nunca ter frequentado a escola formal, ela sabe ler e escrever em wolof — a sua língua materna — depois de ter concluído os módulos de alfabetização no CEP. Até hoje, continua ativa na liderança comunitária como Coordenadora-Chefe eleita para as atividades geradoras de rendimento no Comité de Gestão Comunitária. Maty lidera ainda um grupo religioso local.

A aventura mais recente de Maty é algo que ela nunca esperava: atualmente, ela está na Índia para uma formação de seis meses em engenharia solar, em colaboração com o Barefoot College. «Nunca teria imaginado deixar o Senegal para ir tão longe como a Índia. A ideia da viagem assustava-me no início, mas depois de falar com a Empowered Communities Network e com o meu marido, acabei por acreditar em mim mesma… Acredito que posso concluir este programa de formação com o mesmo sucesso que tive no CEP, que moldou quem sou hoje.» Ela sente-se confiante nas competências que desenvolveu durante e após o CEP — resolução de problemas, gestão de projetos e a capacidade de considerar outros pontos de vista.

Quando regressar ao Senegal em março, a sua missão será ajudar a sua comunidade e as populações vizinhas, levando eletricidade às casas das pessoas através da energia solar. Otimista quanto à melhoria das condições de vida na sua região, Maty explica: «Este trabalho enche-me de orgulho.»

 

Entrevista realizada por Dame Gueye, coordenadora da Rede de Comunidades Empoderadas