Kédougou, 26 de maio de 2024– No domingo, vinte e sete comunidades da região de Kédougou (sudeste do Senegal) organizaram uma declaração pública para promover os direitos humanos e partilhar a sua visão do bem-estar comunitário. Nesta ocasião, declararam publicamente o seu abandono da mutilação genital feminina (MGF) e do casamento infantil. Este encontro memorável contou com a presença de mais de 500 pessoas de Dakatéli e Kévoye.Esta é a quarta declaração pública na região de Kédougou, após as de Salémata, Kédougou e Ethiolo. Para as comunidades signatárias, este evento representa um compromisso claro com a criação de um ambiente propício ao bem-estar de todos os membros da comunidade.
«Percebemos que a mutilação genital feminina e o casamento infantil são práticas nocivas que podem ter consequências graves para a saúde das nossas esposas e das nossas jovens. Hoje, estamos felizes por ver as nossas comunidades a fazerem progressos na promoção dos direitos humanos», afirmou Tamba Diallo, chefe da aldeia de Dakatéli.Esta declaração pública é um momento de celebração durante o qual as comunidades se reunirão para assinalar o percurso que percorreram até chegar a esta importante decisão. Contarão com o apoio de várias comunidades que já organizaram declarações semelhantes anteriormente.
«Queremos garantir que as nossas crianças, especialmente as meninas, deixem de ser vítimas de práticas que põem em risco a sua saúde; que possam crescer em melhores condições e atingir todo o seu potencial para contribuir para o desenvolvimento das nossas comunidades», acrescentou Dioncounda Djaby, presidente do grupo de mulheres de Dakatéli.
