O RH Reality Check, uma comunidade online e site de publicações dedicado à promoção da saúde e dos direitos sexuais e reprodutivos, destacou recentemente a abordagem de base bem-sucedida da Tostan na promoção do abandono da mutilação genital feminina (MGF). O artigo chamou a atenção para o uso subtil, mas importante, que a Tostan faz de uma linguagem não julgadora ao abordar a MGF, como forma de respeitar a autonomia da comunidade para promover a mudança social, bem como para o papel que os meios de comunicação social podem desempenhar no apoio a tais esforços. Leia um excerto do artigo abaixo ou leia o artigo completo original no site da RH Reality Check aqui.
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por Jessica Mack no RH Reality Check
Ontem foi o Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina (MGF), uma iniciativa patrocinada pela ONU dedicada a sensibilizar para esta prática milenar que consiste na excisão dos órgãos genitais de meninas ou mulheres. A OMS estima que cerca de 140 milhões de mulheres em todo o mundo vivem atualmente com as consequências da MGF. É considerada por muitos como prejudicial à saúde e aos direitos da mulher, uma vez que raramente envolve consentimento e o procedimento raramente é realizado em condições higiénicas.
Esta prática é frequentemente descrita da forma mais repugnante e comovente possível (pense, por exemplo, em pernas amarradas e cacos de vidro a cortar os órgãos genitais de uma menina) e tem raízes que remontam a séculos atrás e se espalharam por todo o mundo. O ato não tem uma base religiosa — embora seja frequentemente (erroneamente) atribuído ao Islão ou equiparado a esta religião —, mas sim em conceitos culturais históricos sobre o valor e a importância das mulheres.
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