Dizer «não» ao casamento infantil/forçado

O caminho para o abandono começa com os participantes do Tostan a aprenderem sobre direitos humanos durante a primeira fase do nosso Programa Holístico de Empoderamento Comunitário (CEP). Através do uso de uma linguagem não julgadora, os facilitadores do CEP iniciam uma discussão sobre como o casamento infantil ou forçado pode constituir uma ameaça a determinados direitos humanos. Por exemplo, quando uma rapariga se casa demasiado jovem, é muito mais provável que abandone a escola, enfrente complicações de saúde durante o parto e fique vulnerável à violência doméstica. Os seus direitos à educação, à saúde e à proteção, entre muitos outros, estão em risco.

Esta fase introduz um diálogo aberto na comunidade, o que muitas vezes conduz gradualmente ao abandono coletivo do casamento infantil ou forçado. Os participantes conseguem reconhecer que, ao abandonarem esta prática, as suas filhas ficarão em condições de procurar educação e emprego, permitindo-lhes atingir o seu pleno potencial e contribuir para o desenvolvimento social e económico das suas comunidades. Foi o que aconteceu com Fatoumata Sumareh, de 16 anos, de Touba Sandu, na Gâmbia. Os seus pais participaram nas sessões do programa CEP sobre direitos humanos e saúde e respeitaram a decisão de Fatoumata de não se casar até estar pronta. Fatoumata decidiu perseguir o seu sonho de se tornar médica e continuar os seus estudos.

«Uma vez, pediram-me em casamento… mas eu quero casar-me aos 18 anos ou mais tarde; não quero casar-me antes disso porque ainda não estou preparada.»

Fatoumata Sumareh, participante do CEP (Touba Sandu, URR, Gâmbia)

Leia as avaliações sobre o trabalho da Tostan na promoção do abandono do casamento infantil e forçado.