O artigo que se segue foi traduzido do Seneweb News . Leia o artigo original em francês .
Senegal pode alcançar o abandono da mutilação genital feminina até 2015 - Seneweb News – 19 de agosto de 2013
A diretora do Departamento da Família do Ministério da Mulher, da Criança e do Empreendedorismo Feminino do Senegal (MFEEF), Coumba Thiam Ngom, anunciou esta segunda-feira, em Dakar, que é possível alcançar o abandono total da MGF (Mutilação Genital Feminina) no Senegal até 2015, data limite para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM).
Em declarações à imprensa na abertura de um workshop de três dias para ONG e Organizações de Base Comunitária (OBC) com o objectivo de reforçar a abordagem dos direitos humanos do Plano de Acção Nacional para o Abandono da Mutilação Genital Feminina, a Sra. Ngom afirmou que “o Senegal tem a sorte de estar na vanguarda da luta pelo abandono desta prática”.
Ela baseou o seu optimismo nos resultados do recente Inquérito Demográfico e de Saúde (DHS-2010), que indicou uma diminuição de 28% para 26% na taxa de prevalência nacional de MGF no Senegal.
No entanto, ela reconheceu as disparidades entre as regiões do país em relação a esta prática, referindo que estas desaparecerão rapidamente através do diálogo, da defesa dos direitos e da abordagem dos direitos humanos.
“Existe também um programa completo para trabalhar com as comunidades migrantes que ainda oferecem resistência”, disse ela.
Ao presidir à abertura do seminário, a Ministra da Mulher, da Criança e do Empreendedorismo Feminino (MFEEF), Sra. Mariama Sarr, observou que “o abandono da mutilação genital feminina é uma parte importante da política social do governo”.
Ela acredita que é importante envolver todos os intervenientes da sociedade civil no abandono da prática, e não depender apenas da aplicação da lei. A mesma indicou que a MGF (Mutilação Genital Feminina) é um problema real de saúde pública no Senegal, para o qual apenas se destina 1% do orçamento da saúde.
Estima-se que entre 100 a 140 milhões de mulheres e raparigas tenham sido submetidas a MGF (Mutilação Genital Feminina) em todo o mundo.
Por ano, dois milhões de novas raparigas correm o risco de ser submetidas a MGF (Mutilação Genital Feminina). África é o continente com maior risco, onde 92 milhões de mulheres ou raparigas são submetidas ao procedimento.
