A revista do New York Times deste sábado incluiu um artigo intitulado «A Arte da Mudança Social», no qual a abordagem da Tostan ao desenvolvimento liderado pela comunidade é apresentada como um meio eficaz e respeitoso para pôr fim a práticas tradicionais nocivas. Recorrendo aos conhecimentos do sociólogo Gerry Mackie sobre as complexidades das normas sociais, o autor, Kwame Anthony Appiah, traça paralelos entre o desaparecimento da prática de enfaixar os pés na China e a abordagem da Tostan para acabar com a mutilação genital feminina(MGF) na África Ocidental e Oriental.
O autor cita o Programa de Empoderamento Comunitário(CEP) da Tostan como um método que aplica as lições aprendidas com o movimento bem-sucedido contra a prática de enfaixar os pés. Ambos os modelos centram-se no consenso comunitário para alterar as convenções sociais, promovendo assim o diálogo sobre questões culturais anteriormente tabu e criando acordos coletivos para a mudança. Mais importante ainda, cada programa assenta no respeito cultural. Appiah escreve: «O objetivo da Tostan não era acabar com a mutilação genital feminina. Era proporcionar às pessoas da comunidade conhecimentos sobre direitos humanos. Mas, gradualmente, ao longo das discussões sobre saúde e direitos humanos, tanto as mulheres como os homens de Malicounda Bambara voltaram-se contra a mutilação genital feminina.»
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